Orkut é apenas para maiores de 18 anos

Milhões de crianças brasileiras acessam o site de relacionamentos Orkut sem que os pais saibam que ele é um local preferencial para a ação de pedófilos no Brasil, revelou pesquisa divulgada no último dia 22 de setembro (2007), em São Paulo, pela organização não-governamental SaferNet. O site, de propriedade da empresa norte-americana Google, “é um site adulto. Está dito nos termos e regras da Google. E, no entanto, sabemos que os pais, muitas vezes, não sabem disso”, disse Thiago Tavares, presidente da SaferNet.

“É proibida a participação de menores de 18 anos no Orkut”, alerta Tavares. “Os pais também não sabem que a empresa não fiscaliza o serviço, não fiscaliza o cumprimento dos seus próprios termos, das suas próprias regras. É necessário que os pais assumam esse papel de educar os filhos”.

Para ele, cabe aos pais orientar a seus filhos para não colocarem informações pessoais, marcar encontros ou publicar seus telefones e e-mails no Orkut. Os pais também devem ficar atentos ao acesso de seus filhos a sites que podem gerar crimes de pedofilia ou incitar o ódio entre as pessoas.

“Não esqueçam nunca que a internet é um espaço de socialização. Muito antes de ser uma rede de computadores, ela é uma rede de pessoas, interconectadas por máquinas. E onde existe sociedade, vai existir crime. A questão é como cada sociedade responde ao fenômeno criminológico. Como cada sociedade previne e reprime o crime e as condutas ilícitas”, afirmou Tavares.

DENÚNCIAS

A pesquisa recolheu denúncias anônimas no site http://www.denunciar.org.br/, registradas entre os dias 30 de janeiro deste ano até o dia de sua divulgação. Mais de 105 mil denúncias contra crimes aos direitos humanos foram apontadas em toda a internet brasileira, sendo que 100 mil delas (ou praticamente 93%) são relacionadas somente ao Orkut.

A violação mais apontada no Orkut foi a de pornografia infantil, seguida por apologia ou incitação a crimes contra a vida, atividades de grupos neo-nazistas, maus-tratos contra animais, racismo, intolerância religiosa, homofobia e xenofobia.

Matéria publicada pela Agência Brasil
Indicada por Tandai Ayan

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